Todos os manuscritos submetidos à Revista Portuguesa de Estudos Globais são sujeitos a um processo de avaliação destinado a assegurar a sua qualidade científica, originalidade, relevância e adequação ao âmbito editorial da revista.
A avaliação decorre em duas fases principais: uma apreciação editorial inicial e, quando aplicável, um processo de revisão científica duplamente anónima.
Após a submissão, o manuscrito é analisado pela Equipa Editorial, que verifica:
a sua adequação aos objetivos e ao âmbito científico da Revista;
o seu contributo potencial para os Estudos Globais;
a originalidade e relevância do tema;
a clareza do argumento e da estrutura;
a adequação da abordagem teórica e metodológica;
o cumprimento das Normas para Autores;
a correta anonimização do manuscrito;
a presença das declarações exigidas;
a inexistência de indícios de plágio, publicação redundante ou outras práticas incompatíveis com a ética científica.
Nesta fase, o manuscrito pode ser:
encaminhado para revisão científica;
devolvido aos autores para correções formais;
rejeitado editorialmente, sem envio para revisão externa.
A rejeição editorial pode ocorrer quando o manuscrito não se enquadra no âmbito da revista, não cumpre requisitos científicos ou formais mínimos ou apresenta problemas que impedem a sua adequada avaliação.
Os manuscritos aprovados na avaliação editorial inicial são, em regra, enviados a dois revisores especialistas na área temática do trabalho.
A revista adota um modelo de revisão duplamente anónima, no qual:
a identidade dos autores não é revelada aos revisores;
a identidade dos revisores não é revelada aos autores.
Os autores são responsáveis por remover do manuscrito todas as informações que possam permitir a sua identificação, incluindo referências diretas à autoria, afiliação institucional, agradecimentos, projetos ou versões anteriores do trabalho.
A Equipa Editorial procura selecionar revisores com conhecimento científico relevante, independência relativamente aos autores e ausência de conflitos de interesses.
Os revisores são convidados a avaliar, entre outros aspetos:
a originalidade e relevância científica do manuscrito;
a clareza da questão de investigação e dos objetivos;
a qualidade e atualidade da revisão da literatura;
a consistência do enquadramento teórico;
a adequação e transparência da metodologia;
a qualidade da análise e da argumentação;
a correspondência entre os resultados, a discussão e as conclusões;
o contributo para os Estudos Globais ou para as áreas disciplinares relevantes;
a clareza, organização e qualidade da redação;
o cumprimento dos princípios éticos aplicáveis à investigação.
Os pareceres devem ser fundamentados, construtivos e respeitadores, devendo distinguir claramente entre alterações indispensáveis e sugestões de melhoria.
Com base nos pareceres recebidos e na apreciação da Equipa Editorial, poderá ser tomada uma das seguintes decisões:
Aceitar
O manuscrito é considerado adequado para publicação, podendo ainda ser sujeito a pequenas correções linguísticas, formais ou editoriais.
Aceitar mediante pequenas alterações
O manuscrito requer alterações limitadas que não modificam substancialmente o argumento, a metodologia ou as conclusões.
Solicitar alterações substanciais
O manuscrito apresenta potencial científico, mas necessita de modificações significativas antes de poder ser considerado para publicação.
A versão revista poderá ser novamente enviada aos revisores.
Rejeitar e convidar a nova submissão
O manuscrito necessita de uma reformulação tão profunda que não pode continuar a ser tratado como uma revisão da submissão original.
Os autores poderão preparar um novo manuscrito, que será considerado como uma nova submissão e sujeito a um novo processo de avaliação.
Rejeitar
O manuscrito não reúne as condições necessárias para publicação na revista.
A decisão final de aceitação ou rejeição pertence à Equipa Editorial. Os pareceres dos revisores têm natureza consultiva e constituem uma parte essencial, mas não exclusiva, do processo de decisão.
Quando os pareceres dos revisores forem substancialmente divergentes, a Equipa Editorial poderá:
proceder a uma apreciação adicional do manuscrito;
solicitar esclarecimentos aos revisores;
nomear um terceiro revisor;
solicitar alterações aos autores antes de tomar uma decisão.
A decisão será tomada com base no mérito científico do trabalho, na qualidade dos pareceres e na coerência com a política editorial da revista.
Sempre que forem solicitadas alterações, os autores devem submeter:
uma nova versão do manuscrito;
uma resposta detalhada aos pareceres recebidos;
uma indicação clara das alterações realizadas;
uma justificação fundamentada para as sugestões que optem por não seguir.
A resposta aos revisores deve ser rigorosa, respeitosa e suficientemente detalhada para permitir a avaliação das alterações efetuadas.
A submissão de uma versão revista não garante a aceitação do manuscrito.
Todos os manuscritos submetidos são tratados como documentos confidenciais.
Os editores e revisores não podem:
divulgar o conteúdo do manuscrito;
partilhar os ficheiros com terceiros sem autorização;
utilizar ideias, dados ou resultados não publicados em benefício próprio;
identificar publicamente os autores ou revisores envolvidos no processo.
Os revisores devem eliminar ou destruir os ficheiros recebidos após a conclusão da avaliação, salvo indicação editorial em contrário.
Os editores e revisores devem declarar qualquer conflito de interesses real, potencial ou aparente que possa comprometer a imparcialidade da avaliação.
Podem constituir conflitos de interesses, entre outros:
relações pessoais ou profissionais próximas com os autores;
colaboração científica recente;
pertença à mesma instituição;
competição académica direta;
interesses financeiros, institucionais ou ideológicos relacionados com o manuscrito.
Sempre que exista um conflito de interesses, o editor ou revisor deve abster-se de participar na avaliação.
Os manuscritos submetidos por membros da Equipa Editorial, do Conselho Científico ou dos órgãos do Instituto de Estudos Globais não beneficiam de qualquer tratamento preferencial.
Nestes casos, o processo é conduzido por editores que não tenham qualquer relação direta com os autores, assegurando-se:
a independência da decisão;
a revisão duplamente anónima;
a ausência de acesso privilegiado ao processo;
a aplicação dos mesmos critérios científicos e editoriais.
A Revista procura conduzir o processo de avaliação com rigor e dentro de prazos razoáveis.
A duração de cada avaliação pode variar em função:
da área temática do manuscrito;
da disponibilidade de revisores especializados;
da necessidade de novas rondas de revisão;
da complexidade das alterações solicitadas.
Os prazos comunicados pela Revista têm natureza indicativa e não constituem garantia de decisão dentro de uma data específica.
Os autores podem solicitar a reapreciação de uma decisão quando considerem que ocorreu:
um erro factual ou processual relevante;
uma interpretação manifestamente incorreta do manuscrito;
um conflito de interesses não identificado;
uma irregularidade no processo de avaliação.
O recurso deve ser fundamentado e responder de forma objetiva aos motivos apresentados na decisão editorial.
A discordância com a opinião científica dos revisores, por si só, não constitui fundamento suficiente para recurso.
Os recursos são apreciados por um editor que não tenha participado diretamente na decisão inicial, sempre que tal seja possível. A decisão resultante do recurso é definitiva.
Qualquer tentativa de manipular o processo de revisão, incluindo a indicação de identidades falsas, contactos fraudulentos, revisores inexistentes ou relações não declaradas, poderá resultar na rejeição imediata do manuscrito.
Caso a irregularidade seja identificada após a publicação, a revista poderá emitir uma correção, manifestação de preocupação ou retratação, de acordo com a sua política de ética e boas práticas.